Considerando a presença de tantas missionárias que chegam na Amazônia, em meio a tantos acontecimentos que a Igreja está vivenciando, apresentamos a seguir uma breve entrevista feita com as irmãs:  Stella Huti, Helena Schievanin e Ani Ajitha, membros da comunidade ir. Miriam, em Manaus, Bairro Monte das Oliveiras.

 Ir. Stella Huti, originária da Papua Nova Guiné, missionária no Norte do Brasil, desde 2012.

Para você ir. Stella, o que significa ser missionária na Amazônia?

Ser missionária na Amazônia para mim, é enfrentar as dificuldades e os desafios com coragem e ter confiança na Graça de Deus. Vivo minha vocação missionária com amor e autenticidade, na simplicidade cotidiana junto com o povo, buscando inserir-me na realidade como aprendiz. Observo e me esforço de conhecer a cultura e o estilo de vida do povo com seus valores e religiosidade.

Quais perspectivas, o mês missionário extraordinário traz para a igreja onde estamos inseridas?

Batizados e enviados: a Igreja em missão no mundo. O tema do mês missionário deste ano desperta em nós a consciência do nosso compromisso com a missão da Igreja, junto com o Sínodo que traz esperança para o povo pobre e desprezado e nos convida a lutar em favor da justiça.

O que você espera do Sínodo para a Amazônia?  Que contribuições ele poderia trazer para a evangelização?

A nova luz que vai sair do Sínodo deve tornar-se caminhos e meios que ajudem e possam favorecer o trabalho de evangelização, para que a Boa Nova de Jesus possa chegar a todas as realidades.

Irmã Ani Ajitha, proveniente da Índia, chegou ao Brasil em 2014.

Para você ir. Ani, o que significa ser missionária na Amazônia?

Deus criou a Amazônia como lar para muitos povos e ela fica sempre de braços abertos para receber os missionários que vem de diferentes lugares do mundo. Deus me deu esta oportunidade de viver neste chão maravilhoso para continuar a missão que Ele me confiou. Ser missionária na Amazônia é um grande privilégio. Não importa de onde viemos e as nossas diferentes educações.

É importante ser simples e humilde, estar com o povo e aprender com ele. É preciso um coração aberto para amar e aceitar a diversidade cultural. Ser generosa e disponível para testemunhar o Evangelho com coragem e ver o rosto de Deus brilhar sobre tantos rostos sofridos. Foi para isso que recebi essa vocação.

Os povos originários nos ensinam os valores, principalmente o amor, a partilha, a sinceridade, a generosidade, a paciência, a união, a espontaneidade, a fé e a confiança em Deus, além disso aprendemos deles a não acumular e saber respeitar a mãe terra. Agradeço ao Senhor pela vocação que recebi para testemunhar com a vida o amor de Jesus, pregar a Boa Nova e viver conforme os dons e capacidade que recebi.

Quais perspectivas, o mês missionário extraordinário traz para a Igreja onde estamos inseridas?

O cristão pelo Batismo tem uma missão a cumprir na comunidade. Por isso é importante renovar este compromisso e crescer sempre mais na consciência que somos missionários e precisamos testemunhar o amor de Deus. O mês missionário extraordinário deveria nos ajudar a renovar o entusiasmo e a coragem para manter viva a fé que recebemos como dom gratuito. Indo ao encontro do outro através das visitas missionarias, momentos em que se escuta e partilha a graça de Deus presente em cada pessoa, vivemos em comunhão com nossos irmãos e irmãs, como membros de uma única família.

O que você espera do Sínodo para a Amazônia?  Que contribuições ele poderia trazer para a evangelização?

O Sínodo poderia trazer para nós um olhar amoroso, cuidadoso e esperançoso, que nos faz ser solidários com as comunidades ribeirinhas, indígenas, quilombolas, migrantes e com nossos irmãos das periferias das grandes cidades e não esquecer o respeito ao meio ambiente, considerando os quatro verbos a que fomos chamados a vivenciar durante todo o processo em preparação ao sínodo, “conhecer, reconhecer, conviver e defender.

Ir. Helena Schievanin, originária do Brasil Sul, Bragança Paulista, missionária na Amazônia desde a década de 80.

Para você, Ir. Helena o que significa ser missionária na Amazônia?

Para mim ser missionária na Amazônia, é ter o coração aberto para compreender e conhecer a realidade deste chão em que somos enviadas. Ter coragem de arriscar acreditando nas palavras do Mestre Jesus:  ”Ide pelo mundo inteiro e pregai o Evangelho a toda criatura”, e em especial no Amazonas, fui bem acolhida, pelas pessoas. Vejo que a disponibilidade e o desejo de ajudar nas diferentes atividades foi um empenho constante tanto nos centros urbanos como nas comunidades rurais muitas vezes ao longo dos rios. A coerência e o testemunho de vida são elementos essenciais que ajudam a evangelizar, principalmente hoje onde a migração interna e externa tornou-se um fenômeno constante. Um outro fator que considero importante é saber aceitar as pessoas de outra cultura que muitas vezes chegam para explorar outras, para crescerem na vida. A paciência se faz necessária para tentar compreender e amar sem medida cada pessoa a exemplo de Cristo.

Quais perspectivas, o mês missionário extraordinário traz para a igreja onde estamos inseridas?

As expectativas que o mês extraordinário missionário traz é que através das iniciativas propostas pelo guia de orientações, possa reavivar a consciência batismal e renovar o ardor e a paixão pelo anuncio do Evangelho.

O que você espera do Sínodo para a Amazônia?  Que contribuições ele poderia trazer para a evangelização?

Já o Sínodo traz muito presente o desejo do Papa Francisco: “Quero uma Igreja em saída”. Que os novos caminhos para Igreja nos leve a ter atitudes de respeito, reconhecimento e diálogo com os povos nativos.

Irmas da comunidade Monte das Oliveiras, Província Brasil Norte

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